Dez mandamentos do casal
Padre Léo


De 14 A 16 de outubro, em Cachoeira Paulista/SP, ACAMPAMENTO DE CASAIS com o tema: "Sede fecundos", com a presença do Padre Léo.

1 - Nunca dramatizar os defeitos, mas saber elogiar as qualidades.
2 - Nunca gritar um com outro, nem fechar-se, mas sempre dialogar.
3 - Saber ceder, saber perder, saber recomeçar, perdoando sempre.
4 - Dizer a verdade com amor.
5 - Nunca humilhar principalmente diante de outras pessoas.
6 - Não culpar, nem ridicularizar o outro recordando erros do passado.
7 - Nunca ser indiferente, gelando o outro.
8 - Nunca ir dormir sem perdoar.
9 - Admitir as próprias limitações e procurar melhorar. Autocrítica.
10 - Rezar juntos, rir juntos, passear juntos, e não discutir nunca.

.: Saiba mais...


 
Uma só carne


Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e
se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne (Mt 19, 5).


A radicalidade do sacramento do matrimônio nos é ensinada por Jesus quando reafirma a união do homem e da mulher dentro do plano de Deus. O mundo moderno não gosta muito de falar na radicalidade dessa opção, pois é um mundo que vive de experiências superficiais e transitórias. Acontece que o amor humano não tolera o ensaio. Exige o dom total e definitivo das pessoas entre si.

O mundo precisa descobrir a verdade de que toda opção supõe e exige uma exclusão, por mais dolorosa que seja essa radicalidade. Não dá mais para ficar brincando de amor. O amor responsável ensina que a liberdade pessoal morre no exato momento em que fazemos uma opção. Ninguém é obrigado a optar por essa ou aquela vocação. Cada um é livre até optar. A opção gera vínculo de responsabilidade. Jesus deixou isso muito claro quando fala que, pelo matrimônio, dois formarão um. Duas pessoas formam uma única personalidade: o casal. O que Deus une, nada nem ninguém têm o poder de separar. O matrimônio precisa ser compreendido como uma viagem sem volta.

Jesus deixou isso bem claro. A Igreja para se manter fiel ao Evangelho não tem outra opção que ensinar e procurar viver essa radicalidade. Felicidade é consequência de fidelidade. A igreja não tem autoridade moral para separar um casal verdadeiramente unido por Deus. O mundo moderno não gosta dessa radicalidade e tenta amenizar os relacionamentos. Mas a Igraja não é livre para viver nem para ensinar o contrário do que prega o Evangelho, por mais doloroso e radical que seja.

Para se viver essa radicalidade é fundamental ter sempre presente o caráter sagrado do matrimônio. O mundo moderno perdeu a dimensão do sagrado. Tudo é relativo, superficial, humano, terrenal. Esse é o primeiro grande pecado que se comete contra o matrimônio. Quando se humaniza no sentido carnal, perde-se o grande valor divino do matrimônio.

Claro que também aqui percebemos, claramente, uma ação encardida. Quanto menos o ser humano compreender o matrimônio em sua dimensão divina, tanto mais fácil será o fim de um relacionamento. Quando faltam motivos espirituais, dificilmente se tem a possibilidade de superar os obstáculos humanamente naturais que surgem em todo relacionamento.

A visão do amor humano como algo puramente carnal e psicológico é um dos males que deterioram a família. A veradeira restauração familiar exige uma correta visão da vocação sagrada que envolve o matrimônio. Sem essa compreensão, os casais buscarão soluções simples para problemas sérios. E isso não existe. Não basta algumas terapias nem um milagroso remédio que combata a disfunção erétil para solucionar os conflitos conjugais e familiares. A restauração da família exige uma luta espiritual profunda.

O matrimônio tem um carater absoluto. Se um casal não reproduz Deus em suas relações, acabará reproduzindo o encardido. O amor nunca é neutro: ou se torna fonte de vida, ou de morte! Pena que muitos acabam reproduzindo o encardido até mesmo no jeito de falar um com o outro. A indelicadeza que reina em muitos lares é um cativeiro reprodutor do inferno.

 


(trecho do livro: "Famílias Restauradas" do Padre Léo)


.: Ouça pregação do Padre Léo:
"O matrimônio é projeto original de Deus"
É preciso crer e agir

Para o cristão, a fé não é simplesmente aderir às fórmulas de um credo, mas ela deve abraçar a própria vida para transformá-la.

Uma fé que não incide na vida, segundo as perspectivas de Deus, é inútil, porque não leva à salvação. O verdadeiro cristianismo baseia-se numa fé operosa, que brota do amor para com Deus e para com o próximo.

Na nossa vida é preciso que unamos a fé e as obras, onde tudo depende de nós; do nosso agir e ao mesmo tempo, de Deus e da Sua graça.

Tomemos consciência que a unidade entre o crer e o agir, como o corpo e a alma no homem, é o único sinal de transformação no mundo.

"Estais vendo, pois, que o homem é justificado pelas obras e não simplesmente pala fé. Assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé, sem as obras é morta"(Tg 2,24.26).

Senhor, dá-nos a graça de ser autênticos na vivência da nossa fé.

Que Deus o abençoe,
Tudo pelo Senhor e o Seu Reino!
Luzia Santiago
A pornografia, em que me afeta? A pornografia, em que me afeta?
A impureza cega o coração e a inteligência

A impureza
cega o coração e a inteligência,
falseia o olhar,
torna-nos escravos da sensualidade,
perverte o amor


Ver um filme erótico ou uma revista pornográfica, em que isso me afeta?

Com efeito, mesmo sem o querermos, começamos a considerar a mulher ou o homem como um objeto de consumo ao serviço do nosso prazer. A nossa visão torna-se parcial. Em vez de descobrirmos o nosso namorado(a) em toda a dimensão da sua personalidade, com o seu corpo, o seu espírito, o seu coração, a sua inteligência, a sua sensibilidade... reduzimos tudo a um só objeto de interesse: o prazer do corpo.

Nas nossas relações com os amigos ou no meio profissional, a nossa atitude será focalizada sobre o sexo, por causa da nossa memória embebida de imagens eróticas. Rapidamente, os que nos rodeiam darão conta disso e as relações homem/mulher tornar-se-ão ambíguas.

No casal, a pornografia destrói o amor.
Na verdade, o verdadeiro amor é dom de si, escuta do outro, delicadeza, ternura, atenção ao outro. E o nosso coração pode tornar-se cego, abafado pela tristeza e pelo desgosto que o erotismo gera.

Ora, o Criador, como sabemos, inscreveu no fundo do nosso ser uma aspiração à pureza. Esta aspiração permanece sempre em nós, mesmo se fizemos muito para a estragar... É possível reencontrar esta pureza, onde quer que estejamos.

Em primeiro lugar, encontramo-la no perdão de Deus. Depois, na vida de todos os dias, se nos mantivermos vigilantes: é uma atitude interior que consiste em afastar com simplicidade, mas com firmeza, tudo o que pode amolecer o nosso coração (desviar um olhar, não dar asas à imaginação, não olhar para uma revista, para um cartaz ...)
Tenhamos a certeza. Pouco a pouco, no meio de altos e baixos, a nossa boa vontade tomará o comando e reencontraremos a paz e a alegria do coração.


Fonte: Comunidade Shalom
Planejamento familiar: com que métodos Planejamento familiar: com que métodos
É questão ética e moral

Casar-se e ter filhos é um sonho de todo homem e mulher normais. Constituída a família, é direito do casal escolher o momento oportuno para procriar, direito que se estende, também, ao número de filhos que desejam ter. Claro que ter ou não filhos supõe motivos sérios, como a maturidade psicológica, necessária para o próprio casamento. Adiar a vinda do primeiro filho para o término dos estudos superiores, quando o casal tiver uma situação financeira razoável para a criação dos filhos, é razão merecedora de respeito por parte da Igreja. Isso é o que se entende por planejamento familiar. Algo bem diferente daquilo que muitos confundem com o controle da natalidade ou a rejeição dos filhos.

Vivemos tempos de intromissão de certos governos, como o da China, onde o Estado, há décadas, determina que os casais tenham um só filho. Como prevalece o desejo do filho homem, multiplicam-se os casos de infanticídio feminino. Um segundo filho é excluído de qualquer proteção do governo quanto à saúde, estudos e outros benefícios. Terrível, mas é o que acontece desde 1949 naquele país, dominado por uma ditadura comunista.

Outra é a situação dos países europeus, onde a média de filhos vem caindo para menos de 1,5% ao ano. França, Alemanha e Itália, preocupados com a diminuição da natalidade, vêm adotando uma política de incentivos e privilégios para os casais que tiverem pelo menos três filhos. Preocupa saber que cresce o número de idosos, dependentes do sistema previdenciário e multiplica-se a mão-de-obra estrangeira. Só na França e na Alemanha são cerca de 10 milhões de muçulmanos, com todos os conflitos culturais que se possa imaginar. Eles rejeitam o controle de natalidade, multiplicando-se rapidamente, além de serem radicais em seus posicionamentos religiosos e políticos.

Se a partir do Concílio Vaticano II o planejamento familiar tornou-se um direito de todo casal, sem interferência do Estado ou mesmo da Igreja, levanta-se hoje o problema dos métodos adotados por casais que não desejam ter filhos além dos que foram gerados. Não é uma questão do livre-arbítrio do casal. É questão ética e moral, da competência dos Pastores da Igreja, aos quais foi confiada por Cristo a tutela dos valores inerentes ao casamento, à vida e outros. Na encíclica "Humanae Vitae" (1968), do Papa Paulo VI, a Igreja firmou a proibição ou iliceidade dos métodos artificiais de contracepção, partindo do ponto de vista ético, da dignidade humana, do direito natural e da revelação divina. Entre esses métodos estão a ligadura das trompas nas mulheres, a vasectomia nos homens, o coito interrompido, o uso de preservativos, o aborto voluntário e outros.

O casal consciente de já ter cumprido o sagrado dever de gerar e criar os filhos que poderiam ter, está livre para adotar a abstinência sexual ou os conhecidos métodos Ogino-Knauss, da "tabelinha", o Sinto-Térmico ou o Método de Ovulação, este último descoberto e proposto pelo casal de cientistas australianos John e Evelin Billings. Prosseguindo no uso do direito que cabe ao casal humano à sua intimidade sexual no que, aliás, cumprem um dever e se santificam, respeitados os dias da fecundidade da mulher e em clima de respeito, os cônjuges terão sempre direito às expressões corporais do próprio amor e ao prazer decorrente desses encontros no leito nupcial.

Com todo respeito, saibam aqueles que se deixaram esterilizar ou prosseguem usando os métodos artificiais que, além dos problemas de consciência que terão e dos efeitos colaterais negativos dos contraceptivos, acabam perdendo parte do mérito correspondente ao cumprimento do próprio direito e dever conjugal. Nesses casos, as responsabilidades de ambos é problema pessoal entre os mesmos e Deus. A Igreja e seus Pastores apontam os caminhos a serem seguidos, não lhes cabendo impor os valores que têm o dever de continuar proclamando. Casais vivendo em tal situação não têm condição de absolvição sacramental e de participação frutuosa na Eucaristia.


Dom Amaury Castanho
Bispo Emérito de Jundiaí/SP
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